As mães parecem pessoas como toda a gente...


As mães parecem pessoas como toda a gente, mas não são. Mal os bebés nascem, o instinto de proteção das mães é ativado contra ameaças à felicidade dos filhos e, por isso, desenvolvem super poderes. Sim, as mães têm super poderes. São extraordinárias. Transformam-se em leoas. Conseguem curar uma ferida só com um beijo. Conseguem ler pensamentos. Não têm capa, mas nada lhes escapa. As mulheres têm um sexto sentido, sim, mas as mães têm dois ou três sextos sentidos. Descobrem tudo, sobretudo aquilo que se lhes quer esconder. Conseguem ver o que não está à mostra e ouvem a chave da porta girar antes de entrar na fechadura. Não voam, mas apanham as coisas no ar. Mesmo quando estão constipadas, não perdem o olfato e são capazes de detetar o cheiro a esturro mal os filhos pensam em cozinhar alguma asneira. As mães são uma espécie de algodão. São fofas, sim, mas não dá para enganar. As mães não andam a dormir e, mesmo quando dormem, têm sempre ligada a luz de presença do coração. Até podem ter as pálpebras cerradas, mas não fecham os olhos ao que os filhos fazem, sentem ou precisam. É que os olhos das mães não servem só para olhar embevecidas para os filhos, servem para olhar por eles e ver sem ser preciso olhar.

Texto de Elisabete Bárbara #ladoalado

Imagem em pinterest.com