Escola Missão Continente avalia impacto na saúde das crianças do 1º ciclo

21/09/2022

A perceção das famílias e professores dos alunos do 1º ano do Ensino Básico da Escola Missão Continente revela que, no último ano letivo, houve um aumento no consumo de fruta fresca e de legumes em 12% e 9%, respetivamente, e uma diminuição da ingestão de refrigerantes em 11%, segundo os resultados obtidos junto dos alunos que participaram neste programa educativo no ano letivo 2021/22. O estudo de impacto do programa na saúde infantil decorrerá até 2025 e pretende continuar a avaliar os efeitos do programa no estilo de vida das crianças e analisar o progresso da obesidade infantil.

A Escola Missão Continente (EMC), cuja 7ª edição arrancou a 20 de setembro, está a avaliar, pela primeira vez, o impacto em 40 turmas do 1º CEB, de 35 escolas dos 20 distritos do país, durante 4 anos consecutivos (2021-2025), tornando-se em um dos estudos integrado num programa de nutrição e saúde comunitária, com maior dispersão, em Portugal.

No 1º ano de avaliação, verificou-se uma prevalência de 28,1% de excesso de peso entre os participantes, e 10% em situação de obesidade, valores ligeiramente abaixo das médias nacionais (29,7% e 11,9%, respetivamente, segundo o estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative - COSI Portugal). No que diz respeito aos hábitos alimentares das 764 crianças abrangidas, as avaliações feitas junto das mesmas, das escolas e das famílias, permitem destacar que 62,5% consomem fruta fresca todos os dias e 58,7% consomem legumes todos os dias, mas menos de 20% (17,9%) consomem peixe 4 a 6 vezes por semana e apenas 8,1% consomem leguminosas diariamente. Já ao pequeno-almoço, praticamente metade dos alunos (45,9%) comem cereais de pequeno-almoço até 3 vezes por semana.

Após a participação no programa, as famílias desta população infantil, destacaram o aumento do consumo de fruta fresca e de legumes em 12% e 9%, respetivamente, e diminuição da ingestão de refrigerantes em 11%.

Sobre estes hábitos alimentares, Ana Rito, Presidente da Direção e em representação da equipa de Nutricionistas que coordenam e implementam o estudo pelo Centro de Estudos e Investigação em Dinâmicas Sociais e Saúde (CEIDSS), comenta que "há ainda um longo caminho a ser feito se queremos contrariar uma das doenças mais prevalentes na infância - a obesidade infantil, onde 1 em cada 3 crianças apresenta excesso de peso" e que "este é um programa muito importante para contrariar esta tendência e melhorar os hábitos alimentares infantis, sobretudo vendo estes primeiros resultados. Queremos crianças com mais literacia em saúde, mais conscientes em relação à sua alimentação, mais preparadas para fazerem escolhas mais saudáveis, para que possam crescer em saúde."

A Escola Missão Continente, criada em 2016, sensibiliza alunos do 1º ciclo do Ensino Básico (CEB) para uma alimentação saudável, consumo consciente e estilo de vida ativo. Até à data, o programa já envolveu mais de 100.000 crianças. Desde o ano letivo 2021-2022, passou a abranger alunos do Pré-Escolar e 2º ciclo do Ensino Básico. Em cada edição, os participantes têm acesso a conteúdos, atividades educativas, desafios (com prémios associados), materiais lúdico-pedagógicos e visitas no terreno.

As escolas interessadas em participar no projeto podem inscrever-se desde ontem, 20 de setembro, até 16 de outubro, no site da Missão Continente.

"O último ano letivo foi um marco na história da Escola Missão Continente, porque depois de meia década a conhecer e sensibilizar alunos do 1º ciclo, decidimos ir mais longe e incluir no programa o pré-escolar e o 2º ciclo, porque sentimos que já estamos nesse nível de maturidade da iniciativa. Acreditamos que a Escola Missão Continente é um programa relevante para todo o setor do retalho alimentar nacional, e até para a sociedade civil de forma global, porque estamos a intervir diretamente nos consumidores e clientes do futuro. Como marca, temos caminhado na direção de uma alimentação mais saudável e sustentável, com a melhoria nutricional dos produtos e sensibilização dos clientes, mas há algo de muito poderoso no potencial e responsabilidade que estas crianças e jovens terão quando chegar a sua vez de decidir o que comprar, de educar as suas famílias, de influenciar o seu círculo social com as escolhas que farão", refere Nádia Reis, Diretora de Comunicação e Responsabilidade Social do Continente. "O facto de estarmos a levar a cabo o primeiro estudo de medição de impacto deste género no país, para aferir o verdadeiro efeito do programa, é o sinal mais evidente de que estamos empenhados em impactar positivamente e com profundidade a vida e futuro destas crianças e respetivas famílias, a longo prazo", acrescenta.

A Escola Missão Continente tem como parceiros institucionais a Direção Geral da Saúde, o CEIDSS - Centro de Estudos e Investigação em Dinâmicas Sociais e Saúde, o Centro Hospitalar Universitário de São João (CHUSJ), o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto e a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e ainda o apoio institucional da Direção-Geral da Educação.