NOS Safe Net

31-12-2019

A NOS assume-se como parceiro das famílias na sensibilização para a utilização responsável da internet, lançando o NOS Safe Net.

Alguns estudos indicam que as crianças já representam um em cada três utilizadores de internet e a tendência é para que esta proporção continue a crescer. Outro dado interessante refere que são em grande parte os pais quem faculta desde cedo o acesso a smartphones e tablets, sendo que 56% das crianças entre os 8 e 12 anos já têm o seu próprio telemóvel.

Se de um lado temos crianças que já nasceram conectadas, do outro prevalece uma maioria de pais que é de uma geração em que, na sua infância, o mundo digital começava a ganhar expressão, mas não era tão omnipresente nas vidas das famílias. O online e o offline eram ainda mundos perfeitamente separáveis.

Para esta geração de pais a tecnologia parece, até dada altura, ter ganho terreno pouco a pouco, fazendo com que a aquisição de competências digitais seja para eles um processo de contínua adaptação e aprendizagem. Ao contrário dos filhos, cujas habilidades digitais são praticamente instantâneas, as habilidades da generalidade dos pais a este nível parecem ser mais elementares, escasseando muitas vezes o conhecimento ou a consciência para mediar, de uma forma eficaz, o consumo de internet e ajudar os filhos a fazerem a devida triagem, quer nos dispositivos de casa, como a TV, consolas e os PC, ou outros mobile, como tablets e smartphones.

Se é certo que há uma série de oportunidades e benefícios em que as crianças acompanhem esta evolução digital, não é menos verdade que há cada vez mais riscos a acautelar para que os mais novos naveguem em segurança neste mundo digital.

Segundo uma pesquisa da Global Kids Online, entre 14% e 36% dos utilizadores da internet, com idades entre os 9 e os 17 anos, referiram terem-se sentido perturbados com algo que viram online no ano passado. A boa notícia é que, na sua maioria, quando expostas a conteúdos que as perturbam, as crianças tendem a recorrer a amigos ou familiares em busca de apoio. Ainda assim, algumas crianças e jovens parece que preferem lidar com o problema por conta própria.

Se se tiver em conta que, por exemplo, só no YouTube são adicionadas a cada minuto 300 novas horas de vídeo(3), percebemos o quão fácil pode ser uma criança perder-se neste mundo.

Acompanhar a evolução

A NOS tem acompanhado esta evolução, assim como as oportunidades e riscos decorrentes. Como parceira das famílias portuguesas, é sua ambição ajudá-las a lidar com os desafios online, promovendo um ambiente seguro e apoiando com recursos que, não só protegem todos os membros das famílias, como permitem fazer uma auto-regulação da utilização da internet para uma interacção mais positiva e saudável.

Aos pais e outros adultos responsáveis cabe o dever de zelar para que a exposição a ecrãs e aos conteúdos online esteja adequada à faixa etária de cada menor sob a sua responsabilidade. Para referência, a Academia Americana de Pediatria recomenda que crianças até aos 2 anos não sejam de todo expostas a ecrãs, de que tipo for, e sugerem manter o tempo de ecrã limitado a uma hora por dia entre os 2 e os 5 anos. Uma constante supervisão e a escolha de serviços de controlo parental podem ser aliados preciosos nesta frente.

Nesta frente a NOS, em parceria com a F-Secure, tem disponível para os seus clientes o NOS Safe Net, uma solução de segurança completa, que combina protecção antivírus e controlo parental numa única plataforma, garantindo a protecção de até 10 equipamentos de toda a família.

Este serviço protege os equipamentos das mais variadas ameaças, desde vírus a programas da internet que podem danificar computadores, tablets ou smartphones, mas também comprometer a privacidade dos vários elementos da família e a sua segurança online.

A funcionalidade do controlo parental, muito útil para famílias com crianças e adolescentes, permite aos pais ou adultos responsáveis estabelecer limites de dias e horários para aceder a um determinado dispositivo e navegar online, assim como definir sites, apps e serviços que, se considerados nocivos, devem ser bloqueados. Estas regras são geridas pelo adulto /administrador e, no caso de haver alguma transgressão, ser-lhe-á encaminhada uma notificação, sendo, simultaneamente, negado o acesso à criança/utilizador.

Dicas para os pais

É certo que soluções como o NOS Safe Net são um grande aliado na regulação do consumo online, mas o acompanhamento da família pode fazer toda a diferença na forma como as crianças e adolescentes lidam com os desafios online.

Por isso, a NOS deixa algumas dicas aos pais:

  • Envolvam as crianças nos acordos À medida que as crianças vão crescendo e no momento em que passam a ter os seus próprios equipamentos e mais autonomia, uma conversa empática - estabelecendo um acordo conjunto e respeitoso sobre o uso que se faz da internet e das redes sociais, em que páginas e fóruns navegam, com quem, que conteúdos postam e partilham, que comportamentos são adequados e quanto tempo podem aceder - é o ponto de partida para garantir uma maior consciência e responsabilidade.
  • Seja flexível para fazer revisões à medida que eles crescem Com o tempo, os limites e necessidades podem e devem ser revistos em conjunto, de forma a corresponderem às necessidades e expectativas da criança, mas sempre aliados à responsabilidade que deve assumir em função do bom uso do seu privilégio.
  • Mostre interesse genuíno pelos conteúdos que as crianças vêem online Proibir não deve ser a prática, uma vez que tende a criar conflitos que são contraproducentes. Será mais eficiente que os pais mostrem interesse genuíno pelo que os filhos vêem online e assistam aos conteúdos com eles, promovendo conversas sobre as experiências que têm e os temas que vão surgindo, ao mesmo tempo que fazem um acompanhamento encorajador e positivo.
  • Sensibilize para práticas de segurança Reforçar os cuidados de privacidade a ter online, esclarecendo as consequências de uma exposição ou comportamentos indevidos - seja dos próprios ou quando em causa estão outros colegas e amigos - e sensibilizar para uma criteriosa selecção das amizades que se estabelecem online é um cuidado que a NOS considera que todos os pais devem ter, advertindo que as crianças só devem aceitar como amigos nas suas redes pessoas próximas, excluindo-se todas as que sejam desconhecidas, ou não pertençam à esfera de relações reais da criança.
  • Seja um bom modelo para o seu filho Como em tudo o que diz respeito à parentalidade e educação, mais do que o que se dizer é o que se faz que serve de referência de comportamento para os mais pequenos. Será pouco congruente limitar a utilização dos equipamentos à criança, se o próprio adulto não conseguir fazer um uso sensato, responsável e controlado dos equipamentos e acessos online.