“E Se Fosse Outra Cor”

10-02-2020

Mitos sobre género e sexualidade dão mote a nova plataforma - Jovens, educadores e famílias são os públicos-alvo desta nova plataforma sobre igualdade de género e orientação sexual que a Associação para o Planeamento da Família (APF) e a Fundação Vodafone desenvolveram. Chama-se "E Se Fosse Outra Cor" e inclui notícias sobre ambos os temas, informações sobre eventos e um quizz.

Quem aceitar colocar os seus conhecimentos (e crenças) à prova será confrontado com afirmações que devem ser classificadas como mito ou facto. "Os pais são igualmente responsáveis pela educação e cuidado dos/as filhos/as" ou "A sexualidade é igual para todas as pessoas" são algumas das frases que compõem este quizz.

A plataforma pode ser acedida através de um website e de uma app, para já apenas disponível para o sistema operativo Android. Em breve, poderá ser descarregada também dispositivos iOS.

Segundo a APF e a Fundação Vodafone, "E Se Fosse Outra Cor" tem como missão "fomentar a literacia quanto à igualdade de género e à liberdade para a orientação sexual". Em comunicado, explicam que sentiram necessidade de avançar com um projecto como este devido a dados revelados pelo EU LGBT Survey: cerca de 94% dos jovens LGBT testemunha comentários e comportamento negativos em contexto escolar, em Portugal.

Além disso, os dados existentes sobre a violência no namoro mostram que quase um terço dos rapazes legitima comportamentos deste género e cerca de 24% normaliza a violência sexual.

No campo do trabalho, também ainda há muito trabalho a fazer. Estudos realizados pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género indicam que, em Portugal, a taxa e as remunerações médias de base são superiores nos homens em cerca de 20%.

Para promover a plataforma, foi criada uma peça de teatro homónima que será apresentada em 70 escolas do Ensino Básico (turmas do 1.º e 2.º ciclos). "E se fosse de outra cor" é um espectáculo-oficina que retrata de forma lúdica alguns dos estereótipos de género que perduram na nossa sociedade, explicam a APF e a Fundação Vodafone.