Doutor Finanças apresenta Guia para a entrada no mercado de trabalho

28/08/2021

O Doutor Finanças, especializado em finanças pessoais e familiares, acaba de apresentar um Guia para quem está à procura do primeiro emprego. A entrada no mercado de trabalho pode ser desafiante. Por este mesmo motivo, temos de preparar-nos da melhor forma possível, para abordar o mercado de uma forma eficaz.

"Este é o momento de alinhar ideias, traçarmos os nossos objetivos e definirmos as nossas estratégias. As mudanças na nossa vida serão inevitáveis e é importante estarmos conscientes dos passos que vamos dar. Com este guia pretendemos apontar os principais pontos que devem estar na lista de prioridades no sentido de nos ajudar a ter sucesso nesta procura que marca o início da nossa carreira profissional", comenta Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças.  

Este Guia de preparação para a entrada no mercado de trabalho aborda diversos aspetos que são determinantes para quem procura a primeira experiência profissional, avançando conselhos e possíveis formas de atuação para que, de uma forma organizada, consigamos concretizar os nossos objetivos a este nível, da melhor forma possível. 

Neste contexto é importante: 

Entrar no mercado de trabalho com um bom CV

O tempo dispensado por um recrutador para análise de um currículo pode ser muito curto e, por isso, é fundamental captar a sua atenção nos primeiros segundos de leitura.

O currículo deve ser simples, claro, sóbrio, coerente, de fácil leitura e estar bem estruturado. O documento deve ter os seguintes campos: dados pessoais, formação académica, formação complementar, experiência profissional, competências linguísticas, competências informáticas e outras informações. Na área dos dados pessoais, devem constar o nome, data de nascimento, morada, número de telemóvel, endereço de e-mail, LinkedIn, carta de condução.

Um conselho, mais importante do que descrever exaustivamente todas as atividades, importa indicar, por exemplo, a diferença que fizemos, os resultados que alcançámos, as melhorias que implementámos. Podemos ainda acrescentar trabalhos pontuais e esporádicos, como os trabalhos de verão ou em part-time.

Saber fazer um bom currículo pode ser meio caminho para conquistar a atenção do recrutador.

Marcar a diferença na carta de apresentação (motivação)

A carta de apresentação é um dos elementos fundamentais em qualquer candidatura. Neste documento, temos de conseguir apresentar-nos como o candidato perfeito para a vaga em questão. Devemos fazê-lo num registo personalizado à vaga e à empresa, Não devemos facilitar e enviar a mesma carta para várias candidaturas, ainda que possamos aproveitar algumas ideias. Contudo, devemos ter presente que se trata sempre de uma carta formal e, como tal, o texto deve ser antecedido de um assunto. No assunto, devemos indicar o anúncio ou o cargo ao qual nos candidatamos. O texto deve fluir, ser leve e ocupar, no máximo, uma página. Erros ortográficos, gramaticais ou gralhas são proibidos. 

Jogar por antecipação

Temos de preparar-nos mentalmente para uma missão que vai ser dura, pois vai exigir foco, dedicação e muita perseverança. É preciso agir e não desanimar.

Assim, o tempo também vai jogar a nosso favor na construção de um bom currículo, uma carta de apresentação e/ou motivação que se destaque, bem como na organização de um portefólio cativante (se for usado na área profissional escolhida). É com tempo que devemos também pesquisar sobre as empresas onde gostaríamos de trabalhar.

Um conselho, nunca é demasiado cedo para estar atento a anúncios, quer seja em portais de emprego generalistas ou especializados, privados ou públicos. Se nos interessa, o melhor é inscrevermo-nos para receber notificações ou newsletters com novas vagas.

Quanto a redes sociais, o ideal é apostar na rede profissional Linkedin, pois permite-nos fazer networking, ou seja, aumentar o raio de exposição e interação no mercado de trabalho.

Preparar-se para a primeira entrevista

Ninguém consegue adivinhar as perguntas que vão ser feitas, mas, se estivermos munidos do máximo de informação sobre nós, a empresa e o cargo a que nos candidatamos, vamos estar, seguramente, mais confiantes. Esta é uma oportunidade de mostrarmos como podem as nossas capacidades profissionais ajudar a empresa. Cuidado para não divagar. Devemos apresentar os nossos argumentos de uma forma clara e concisa. A nossa aparência é fundamental e devemos ter cuidado com a nossa linguagem verbal e não verbal.

Devemos utilizar as nossas Soft Skills a nosso favor. Atualmente, elas assumem um papel preponderante nos processos de recrutamento das empresas que, cada vez mais, têm necessidade de ser dinâmicas e flexíveis e, por isso, entendem como crucial ter pessoas com boas capacidades sociais.

Antes da entrevista terminar podemos, e devemos, fazer perguntas: sobre a equipa com quem podemos vir a trabalhar, a cultura da empresa, as possibilidades de progressão e, neste processo de recrutamento, que passos se seguem. 

Saber quanto vai ganhar

Entrar no mercado de trabalho é também estar preparado para o que vamos encontrar ao nível de rendimentos. É preciso tentar perceber quais os valores que as empresas costumam oferecer para as vagas para as quais nos estamos a candidatar. E é importante termos esta noção antes de partirmos para a entrevista de emprego, porque muitas vezes perguntam-nos qual é a nossa expectativa salarial. Convém apresentarmos um valor realista.

Além desta questão, muitas empresas, quando fazem uma proposta financeira, apresentam aos candidatos valores ilíquidos, ou seja, sem os descontos para a Segurança Social e para o IRS. O especialista de finanças pessoais recomenda que se recorra ao Simulador de Salário Líquido 2021 para que não subsistam dúvidas sobre os valores finais que vamos auferir.

Escolher entre duas ou mais propostas

Imaginando que a ronda de entrevistas não poderia ter corrido melhor e que temos duas ou mais propostas, a melhor escolha depende dos nossos objetivos e exigências. Ainda assim, a decisão final, deve passar pela comparação das propostas e por conseguir detalhar os pontos cruciais, nomeadamente, o valor do salário líquido. É importante esclarecer todas as dúvidas, até mesmo sobre os componentes mais comuns do salário.

Mas as questões financeiras iniciais não são as únicas a ter em consideração. Para podermos decidir de forma mais assertiva, devemos antes fazer perguntas ao recrutador que nos permitam perceber como é o ambiente da empresa e quais são as possibilidades de crescimento internamente. Além disto perceber com qual dos projetos nos identificamos mais. Só depois de fazermos estas análises cruzadas devemos tomar decisões. 

Entrar no primeiro emprego e conhecer os nossos direitos e deveres

A entrada no mercado de trabalho também tem associados vários direitos e deveres como trabalhador e contribuinte. Atualmente, quem inicia a sua atividade profissional conta com alguns apoios e benefícios fiscais. No entanto, também passa a ter de lidar com o pagamento de taxas, impostos e declarações fiscais.

Para que não tenhamos surpresas convém sabermos qual é o nosso enquadramento fiscal, se temos ou não alguma obrigação contributiva e fiscal. Por regra, os trabalhadores por conta de outrem têm a vida facilitada, mas os trabalhadores independentes têm de fazer toda a comunicação com o Fisco e a Segurança Social.

Entrar a poupar

Ao entrar no mercado de trabalho passamos a contar com algo que vai fazer toda a diferença na gestão das nossas finanças: o nosso ordenado. Concentremo-nos em fazer render a remuneração mensal, a curto, médio e longo prazo. Se até aqui vivemos sem ordenado, como é que não conseguimos começar a poupar parte daquilo que ganhamos? Esta é altura ideal para fazermos uma rede de segurança. Colocar de parte 10% ou 20% do que ganhamos pode ser a nossa salvação para quando decidirmos sair de casa dos pais, por exemplo.