Doutor Finanças apresenta 5 dicas para ir de férias sem sair do orçamento

03-08-2019

O Doutor Finanças, empresa especializada em finanças pessoais e familiares, propõe 5 dicas para não gastar mais do que o planeado durante as férias.

Através de pequenos exercícios de planeamento do orçamento de férias e prestando atenção a alguns pontos inerentes à gestão das finanças pessoais e/ou familiares, as férias podem mesmo ser de sonho em todos os sentidos, usufruindo de momentos de descontração, sem ter de enfrentar uma realidade menos otimista, a nível económico, no regresso.

Planeando a estadia, a "mecânica" das refeições, o transporte, pesquisando e comparando ofertas e, sobretudo, definindo um orçamento, é possível desfrutar de um excelente momento sem gastar mais do que o pretendido.

Rui Bairrada, CEO do Doutor Finanças comenta que: "Existem duas regras fundamentais que devemos sempre aplicar às nossas finanças e que devem estar ainda mais presentes em ocasiões como as férias ou viagens, onde a tendência para gastar mais do que o esperado é uma constante. Estas regras passam por fazer um planeamento e definir um orçamento realista. Ao nível do planeamento devemos começar por identificar quais as nossas possibilidades financeiras, como ponto de partida para fazermos o orçamento de quanto podemos gastar e encontrar estratégias para nos mantermos fiéis a esse gastos. Nas férias, por estarmos num ambiente mais descontraído, é muito fácil ultrapassarmos os nossos limites em pequenas coisas."

Desta forma, o Doutor Finanças avança 5 dicas para ir de férias sem sair do orçamento:

Onde ficar

Para começar, o Doutor Finanças propõe procurar um local menos turístico. Um local com muita afluência na época de férias terá os preços quer dos alojamentos, quer de outros serviços, inflacionados. Assim, para uma folga financeira mais confortável durante as férias, deve optar-se por um local menos concorrido, que permitirá automaticamente uma maior poupança ou retenção de custos, que poderão ser utilizados em outras "atividades".

As refeições

De acordo com o Doutor Finanças, definir refeições também é uma forma de poupar ou de não gastar mais do que o planeado. Fazer as próprias refeições em vez de ir ao restaurante e planear o número de vezes que se vai almoçar ou jantar fora permite reter custos. Utilizando o mesmo dinheiro para uma refeição no restaurante, é possível confecionar mais do que uma refeição em casa e fazer até uma alimentação mais equilibrada.

É muito importante não ultrapassar o orçamento definido e, para isso, uma dica de ouro é deixar-se o cartão (de crédito ou débito) em casa, para não cair em tentações. Levantar apenas o dinheiro que se vai necessitar para o dia é uma boa solução para não promover deslizes.

O transporte

Optar pelo meio de transporte mais vantajoso é também uma das dicas do Doutor Finanças. Se se for sozinho, deve optar-se pelos transportes públicos. Se se viajar em família, o carro pode ser a solução mais indicada. Neste último caso, fazer contas ao que se vai gastar em combustível, verificar se se tem alternativas viáveis à autoestrada, dividir o total de custos pelo número de pessoas e comparar com o que se iria gastar em transportes públicos, pode permitir gastar menos. Analisar as várias opções e compará-las é um exercício que pode melhorar a almofada financeira das férias.

Pesquisar e comparar

Em relação a todas as dicas acima, deve pesquisar e comparar as diferentes opções. Escrever tudo num papel ou numa folha de Excel ajudará a ter a noção exata de quanto se vai gastar e em que é que se vai gastar o orçamento para as férias. Para comparar preços poderá utilizar-se alguns sites, como por exemplo, o Airbnb ou o Hostelbookers, para o alojamento. No que diz respeito à alimentação, poderá também comparar-se preços em aplicações como o Tripadvisor ou o The Fork. Pode ainda utilizar-se o ViaMichelin para calcular o que se vai gastar em combustível e qual o melhor trajeto.

Definir um orçamento

O Doutor Finanças propõe como passo principal a definição de um orçamento de férias.

Determinar exatamente quanto se pretende gastar e fazer uma pesquisa com base nesta premissa. Este planeamento é essencial para assegurar que não se vai despender mais do que o planeado. Se se decidir utilizar alguma promoção, por exemplo, deve estar-se atento às "letras pequenas", verificando que esta realmente oferece o que é publicitado.

Uma outra forma de preparar as férias poderá passar por encontrar uma folga financeira, revendo os encargos que já se tem em curso. Se se tem vários créditos, cartões de crédito ou até mesmo a conta à ordem a descoberto, é sempre aconselhável consultar um intermediário de crédito para aferir a possibilidade de juntar todos os créditos num só. Na maioria das vezes, de acordo com a experiência da Doutor Finanças, a consolidação do crédito pode reduzir os valores das prestações até 60%.

Por outro lado, e não tendo disponibilidade financeira imediata (até porque habitualmente, o subsídio de férias é pago em junho) pode utilizar-se o cartão de crédito para pagar alguns itens inerentes às férias. Contudo, há que ter me mente a necessidade de liquidar a totalidade deste valor quando se recebe o subsídio de férias, pois não pagando o valor na sua totalidade, esta solução poderá piorar ainda mais a situação financeira de quem a utiliza.

Optar pelo pagamento fracionado através do cartão de crédito acarreta custos desnecessários, pois este é um dos cartões que tem um dos financiamentos bancários mais elevados, com taxas que variam entre os 12% e os 16,6% (taxa de usura permitida pelo Banco de Portugal para o ano de 2019). Muitas das situações complicadas de endividamento, começam nos cartões de crédito.

Por exemplo, se as férias tiverem um custo de 3.000 euros e se optar por pagá-las em 12 meses, fracionando o pagamento com uma TAEG de 15,9%, acabará por se ter um custo total no final do ano de 3.272,74 euros. Ou seja, no total vai pagar-se mais 272.74€ pelas férias, não sendo uma solução compensadora.

O Doutor Finanças alerta assim para a necessidade de planeamento e orçamentação, de forma a conseguir uma gestão financeira equilibrada, eficaz e eficiente, sem derrapagens e que promova o bem-estar mesmo no regresso ao trabalho, momento em que também somos confrontados com as despesas habituais.

Para mais informações: doutorfinancas.pt