Alimentação infantil: o que não deve dar aos miúdos

30/04/2022

Todos sabemos que o consumo de produtos ultraprocessados, com elevados níveis de açúcar, sal, ou gorduras saturadas devem ser limitados ao mínimo possível. Porém, existem outros alimentos que não devem ser oferecidos aos miúdos. Segundo os especialistas, a infância é um período crítico para o estabelecimento de bons hábitos alimentares, para a construção do paladar e para a prevenção de doenças crónicas futuras.

Bebida vegetal de arroz

Este é um dos exemplos que pode induzir muitos pais em erro. Tecnicamente é saudável - mas apenas para os adultos. Esta bebida vegetal de arroz não deve ser oferecida a bebés e, idealmente, deve evitada até aos 5 anos. Esta bebida tem alguns níveis de arsénio, um metal pesado tóxico e considerado carcinogénico, que é particularmente preocupante nos mais novos, por consumirem mais arroz que os adultos proporcionalmente ao seu peso.

Refrigerantes e bebidas energéticas

O seu consumo é mais comum em miúdos mais velhos e o marketing destes produtos é altamente atrativo. Porém, este tipo de bebidas não são, de todo, adequadas a esta faixa etária. Não só contêm demasiado açúcar ou adoçantes, como têm níveis de cafeína elevados. 

Infusões e óleo de funcho

Apesar de existirem no mercado produtos como infusões de funcho dirigidos a miúdos e bebés para minimizar as cólicas, estes produtos não devem ser oferecidos aos menores de quatro anos. O funcho contém estragol, um composto orgânico genotóxico e carcinogénico.

Alimentos que representam risco de asfixia

Especialmente até aos quatro anos, é necessário ter particular atenção na oferta de certos alimentos que podem representar risco de asfixia (mesmo que do ponto de vista nutricional sejam adequados). Os frutos secos e sementes inteiras, pedaços grossos de carne e de queijo duros, uvas inteiras (assim como outros frutos redondos como mirtilos e tomate cherry), pedaços grossos de frutas e legumes duros crus, manteiga de amendoim à colher, salsichas, pastilha elástica e doces duros e pegajosos devem ser evitados.

O problema destes alimentos (exceto as guloseimas que devem sempre ser evitadas) é a sua forma, tamanho e consistência, mas é possível adaptar e torná-los seguros contando-os em pedaços mais pequenos. A decisão de oferecer ou não frutos secos aos mais novos, por exemplo, terá ainda de depender da capacidade e controlo na mastigação de cada miúdo.

Aditivos alimentares

Devido à imaturidade da capacidade digestiva, metabólica e de excreção dos mais novos, os aditivos alimentares podem ter efeitos diferentes daqueles que têm nos adultos. Alguns podem mesmo ter impacto negativo no crescimento e desenvolvimento. Os adoçantes não podem ser utilizados em produtos alimentares destinados a bebés e miúdos pequenos. Já os nitratos e nitritos, aditivos alimentares que funcionam como conservantes e corantes, são considerandos carcinogénicos e disruptores hormonais.

FONTE: nit.pt